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crônica da semana

 2009: O ANO DA PACIÊNCIA

(14 de Janeiro de 2009 - Roberto Claro)

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Prezado leitor, resolvi eleger 2009 como o ANO DA PACIÊNCIA. Na verdade, o que desejo mesmo é que todos nós possamos aperfeiçoar esta VIRTUDE que tem tudo a ver com nossas ATITUDES.

Mas, o que significa mesmo ser paciente?

Em primeiro lugar, ser paciente é entender e aceitar a si mesmo e aos outros. Isso significa ser tolerante com aquela colega que é não é tão rápida (como você) para manusear o computador. Isso significa ser compreensivo com o outro colega que é um segundo mais lento (que você) na compreensão dos problemas do dia-a-dia. Em outras palavras, ser paciente significa aceitar as diferenças do colega que senta todos os dias bem ao seu lado.

Contudo, como ser paciente e aceitar as diferenças dentro de empresas que exigem muito e estimulam (cada vez mais) a competitividade entre as pessoas?

Tudo depende da maneira como você reage, ou seja, tudo depende só de você.

Eu explico.

Se alguém age com você de maneira que o incomoda e a sua estratégia é “a melhor defesa é o ataque” (o famoso “toma lá, dá cá”), pode ter certeza de que as diferenças (com o outro) só aumentarão. O segredo é, portanto, saber controlar a si próprio (atitude proativa).

Fácil? Não, não é. Na verdade, no trabalho ou mesmo na vida pessoal, temos muitas dificuldades para mantermos o controle interno.

O motivo? Na minha opinião, falta o exercício do “olhar mágico”, ou seja, a capacidade de olhar a situação de fora.

Diante de tanta pressão por resultados, competição desenfreada dentro da própria equipe, prazos rigorosos, perdemos a capacidade de exercitar aquele olhar que consegue ver todos os lados da “questão”; aquele olhar que consegue ir “além da paisagem” que está na nossa frente.

Na correria, é como se estivéssemos atolados, cheios de barro por todo o corpo. A caminhada é dificultada pelo terreno (ambiente). Os olhos quase não conseguem mais visualizar o horizonte, pois estão sujos de lama.

Diante deste cenário, só nos resta mesmo ser impacientes e ansiosos. Nossas decisões? Ora, acabam não sendo as melhores. Até nosso “bom dia” acaba contaminado. Se não é a senhora do café dizer “nossa, que bom dia frouxo, o que houve?”, ligamos no piloto automático e nem notamos o tanto de lama e barro que temos pelo corpo. Tudo isso é um trampolim para o sentimento de insatisfação interior.

Por isso, prezado leitor, tomo a liberdade de sugerir algumas dicas para que todos comecem 2009 com mais PACIÊNCIA:

Primeiro: o desenvolvimento da paciência começa com você olhando para o umbigo e procurando entender o que o deixa impaciente, ou ainda, o que aquele colega faz (ou não faz) que abala a sua tranquilidade. Portanto, em algum instante é necessário desligar a chave geral e viver o seu momento de reflexão.

Segundo: é preciso sair do atoleiro, limpar os olhos e ver além da paisagem. Quando perdemos nossa capacidade de ver as coisas de “fora”, todas as nossas habilidades, competências e, principalmente, os nossos resultados ficam comprometidos.

Terceiro: é preciso entender como as pessoas funcionam e ter disponibilidade para compreender o que há por trás de cada um. A relação com o outro (seja o chefe, o colega ou a senhora do café) requer uma atitude que demanda energia, compreensão, dedicação. Portanto, não é uma tarefa fácil. Requer esforços (lembre-se: sem esforços, não há conquistas).

Quarto: é preciso refletir. É a pessoa (ou a situação) que está errada ou é você (com pavio curto) que não consegue administrar seu nível de irritação?

Quinto: é preciso cultivar o pensamento positivo. Há situações sobre as quais não temos como ir contra, como por exemplo, um chefe centralizador e autoritário, ou ainda, uma empresa que não valoriza as pessoas. O que não pode ser mudado em curto prazo não é, necessariamente, trágico. Neste caso, mesmo com tudo pareça errado, é preciso cultivar bons pensamentos e se preparar para o momento certo de mudança. As alternativas existem. É preciso enxergá-las.

Sexto: é preciso encontrar a dose certa de assertividade e paciência. Ser assertivo não significa ser estúpido. Assertividade é uma combinação que envolve firmeza, garra, energia e educação. Por outro lado, ser paciente não significa concordar com tudo. Isso quer dizer “submissão e covardia”. Logo, o desafio é encontrar a mistura certa de “assertividade + paciência”. Você poderá observar que esta mistura, tudo na medida certa, faz muito bem para nossa auto-estima.

Sétimo: por fim, é preciso ler os sinais que a vida traz. Isso requer tranquilidade, serenidade, calma. Tranquilidade é a essência para nos fazer compreender que tudo tem seu tempo certo.

Antes de finalizar, permitam-me um momento de confissão.

Todas estas dicas que você acabou de ler, também valem para mim. Sou impaciente. Sem perceber, estou sempre caindo nos atoleiros. Minha tolerância com o outro, muitas vezes, é pequena. Sem querer, acabo ligando no automático e nem percebo que a situação requer paciência e tranquilidade.

Portanto, se você leu à crônica e se viu nesta situação, saiba, não está só. Eu também estou dentro deste barco. Contudo, remando e procurando melhorar...

Por tudo isso, entre erros e acertos, entre limitações e conquistas, muita PACIÊNCIA e FELIZ 2009 para todos nós.

Aguardo, como sempre, seus comentários.

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Abraços,

Roberto Claro  (e-mail: roberto.claro@guiacallcenter.com) 


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Comentários

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(08)  22/Janeiro - 14h04  FABIOLA LESLIE RENEE PAPIS (SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SP) "Roberto, como sempre muito interessante sua crônica. Concordo com você e agrego minha percepção (...) Espero que 2009 tenhamos mais realizações do que sonhos, mais concretizações do que projetos para encontrarmos o equilíbrio e continuar seguindo com paciência, serenidade, equilíbrio e fé."

(07)  20/Janeiro - 02h55  KATIA MARIA LEAL ALVES (CARUARU - PE) "Gostei muito da crônica. É a imagem perfeita de nosso dia-a-dia. Espero também melhorar a cada dia as minhas atitudes em relação aos meus colegas de trabalho e clientes. Valeu o toque. Obrigada!!!"

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(06)  17/Janeiro - 11h02  PAULO ROBERTO NEPOMUCENO (ITAPEVI - SP) "Fiquei impressionado como a crônica falou muito de mim sobre paciência. Encaminharei a crônica para minha equipe. Assim, os os mesmos poderão trabalhar também este lado deles."

(05)  17/Janeiro - 02h25  NATHALIA (SÃO PAULO - SP) "Este texto é o momento em que estou vivendo na empresa. Adorei algumas dicas que irão me ajudar bastante."

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(04)  16/Janeiro - 17h32  ANTONIO AUGUSTO (SÃO PAULO - SP) "Na verdade, a paciência é ligada ao "timing" da pessoa, ou seja, respeitar o tempo do outro (com paciência) e não sendo submisso para obter resultados. Muito boa esta colocação dentro da crônica."

(03)  15/Janeiro - 08h36  MILENA BARCOTI DA SILVA (SÃO PAULO - SP) "Na maioria das vezes somos impacientes, pois não respeitamos a individualidade de cada um. A questão é que gostaríamos que as pessoas agissem da mesma forma que agimos. Ser impaciente tem a ver com egoísmo. Parabéns pela crônica, isso nos faz refletir e pensar cada vez mais em nossas atitudes."

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(02)  14/Janeiro - 14h50  MARIA FERNANDA DA CRUZ (SÃO PAULO - SP) "Roberto, agradeço por mais esta crônica. Você disse muito bem. Estamos todos neste barco. Temos nossos defeitos, deficiências, mas não podemos desistir. Remar sempre!! Feliz 2009 para toda a sua equipe e para você em especial."

(01)  14/Janeiro - 13h34  NOME CONFIDENCIAL A PEDIDO DO LEITOR (BELO HORIZONTE - MG) "Roberto, a crônica que fez enxergar que tenho muito ainda que aprender. Às vezes, achamos tudo errado, tudo ruim e não olhamos para os nossos próprios defeitos. Todos os dias acordamos, chegamos na empresa e não somos capazes de olhar para a colega que senta ao nosso lado. Até olhamos, mas com aquela frieza. Precisamos melhorar. Sua crônica me ajudou a enxergar tudo isso. Foram 10 minutos de leitura que valeram por toda semana. Obrigada."

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