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crônica da semana (04 de Dezembro de 2006 - Roberto Claro)
Você já parou para pensar qual é o “tom” que você impõe para sua equipe? Sim, refiro-me ao “tom” de sua gestão. Todos os gestores (gerentes, supervisores, coordenadores, líderes, monitores, analistas da qualidade) têm sua maneira de administrar os conflitos, de fornecer os feedbacks, de reagir às críticas , ou seja, cada um tem seu jeito de “tocar o barco”. Se você concorda comigo que cada tem seu jeito próprio e suas singularidades, então, há de concordar também que somos importantes. É verdade. Somos peças fundamentais de qualquer solução. Além disso, somos capazes. Eu, você – qualquer pessoa - é capaz de resolver aquele problema de relacionamento que atrapalha no dia-a-dia. Contudo, inexplicavelmente, tantas vezes nos acovardamos. Preferimos ficar escondidos atrás dos problemas em vez de enfrentá-los. Em outras palavras, inúmeras vezes, somos covardes. Por que isso acontece? Acho que é por causa da tal “perspectiva”. Vemos as coisas que queremos, dentro de nossos paradigmas (mapas mentais), de acordo com nossa perspectiva. O outro vê de acordo com as perspectivas dele. Se não conversamos, se preferimos mandar e-mails, se quase não trocamos duas palavras durante toda a semana, ou seja, se preferimos abrir espaço para que o problema de relacionamento persista, como podemos encontrar o mesmo “tom”? Independente disso, continuamos importantes. Basta analisar o dia-a-dia. Somos tão importantes que, boa parte dos problemas, depende só de nós. Mesmo assim, temos uma lista de coisas que nos incomodam; uma lista de coisas esperando uma solução; coisas que roubam boa parte de nosso precioso tempo. Algumas vezes, surgem oportunidades ímpares e temos todas as chances do mundo para resolvê-los. Mais uma vez, inexplicavelmente, preferimos a palavra na hora errada ou o silêncio na hora em que teria sido melhor falar. É, tenho que admitir que não é nada fácil encontrar o “tom” ideal de gestão. Um antigo professor da faculdade já dizia que gerenciar é impor um “ritmo” que a equipe suporte, nem mais, nem menos. Acho que hoje entendo o que ele queria dizer. Gerenciar é impor o “tom” certo de transformação. Isso vale inclusive para nossas vidas pessoais. Sendo assim, podemos mudar em qualquer momento, em qualquer idade. Aliás, podemos mudar agora. Sabe o obstáculo que nos impede de superar aquele problema (antigo) de relacionamento? Sabe aquela pessoa que passamos o ano inteiro “com o pé atrás”? Sabe aquela barreira que nos impede de evoluir? Podemos pulá-la agora e ao mesmo tempo construir nossas pontes. Olha só que bom. Poderemos resolver aquela lista de coisas que nos atrapalham e deixar nossa mochila mais leve. Para isso, claro, teremos que abrir um espaço dentro de nós para abrigar coisas positivas. Esta história de que nascemos assim, somos assim e acabou, não cola mais. Afinal, já chegamos a conclusão de que gerenciar é encontrar o “tom” certo da transformação. Portanto, não “somos” assim, na verdade, “estamos” assim, e por isso podemos mudar. Esta é uma batalha que vale a pena colocar todos os esforços: reformular constantemente nosso projeto de vida profissional e pessoal. Por isso, agora em dezembro, final de ano, ótima oportunidade para refletirmos sobre nossa evolução e traçarmos nossas metas para 2007. As crônicas, portanto, deste mês, visam este objetivo: ajudá-lo a refletir e traçar as metas para o próximo ano. Lógico que para isso é necessário alguns ingredientes fundamentais: você precisa querer deixar sua mochila mais leve, desvencilhar-se de coisas inúteis e estar aberto a mudanças. Aceita o desafio? Afinal, qual é o “tom” que você impõe para você e sua equipe? O de transformação ou de lamentação? Boa semana. Aguardo, como sempre, seus comentários.
Abraços, Roberto Claro (e-mail: )
Comentários (03) 04/dezembro - 13h59 ROSALVA ROCHA (PORTO ALEGRE - RS) "Reforço o questionamento anterior. Trabalhei por mais de 15 anos com gestão em empresas (na sua grande maioria corporativas), e sentia que o meu TOM era diferente do deles. Obviamente que sempre busquei a flexibilidade e uma boa forma para expor as minhas idéias ... mas muitas coisas se tornam muito difíceis. Eu, particularmente, penso que o "meio de campo" está se qualificando cada vez mais para trabalhar com equipes e o "board" não - querem tão somente resultados na SUA HORA. Não querem conhecer o processo de busca de resultados através de pessoas. Obrigada." (02) 04/dezembro - 13h50 ANTÔNIO AUGUSTO (SÃO PAULO - SP) "Concordo, mas a maior dificuldade é justamente a perspectiva individual, onde o "tom" não consegue ser equalizado e gerando ruídos, e em muitas situações, graves divergências. Também concordo que às vezes ficamos dias, semanas sem dirigir a palavra, só trocando e-mails o que ajuda no distanciamento e diminui a chance de que com o contato pessoal a perspectiva, o "tom" possa ser finalmente alinhado para a busca do resultado positivo." (01) 04/dezembro - 09h15 MÁRCIA DAMACENO (BRASÍLIA - DF) "Roberto, concordo com você sobre a importância do tom de mudança que precisamos nos impor. Mas, temos também que considerar a empresa em que trabalhamos. Muitas vezes, nosso tom é de um jeito e a empresa nos impõe outro tom. Muitas vezes, nossa intenção é a melhor possível, mas na hora da prática, a empresa não deixa as coisas acontecerem. Eu pergunto: o que fazer nestas situações? Pedir demissão? Viver em conflito?
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