Para começar, não importa o quanto você já realizou. Não importa o quanto já progrediu. Não importa o quanto já acumulou de resultados positivos. Não importa seu currÃculo. Você, eu, a pessoa que está ao seu lado, ou seja, qualquer um está vulnerável ao fracasso.
Afinal de contas, quem já não levou um tombo na vida pessoal e profissional? Diga-me quem já não errou? Quem já não caiu? Quem já não conheceu o fundo do poço? A maioria de nós, no entanto, não sabe responder os motivos que nos levam ao fracasso. Isso porque ninguém gosta de falar da queda.
Pois bem, eu tentarei.
O fracasso nos atinge nas situações em que nossa confiança é “excessivaâ€.
Eu explico.
A autoconfiança é uma virtude, não tenha dúvidas. O seu “excesso†é que nos prejudica, porque nos torna arrogantes. O arrogante, por sua vez, superestima o próprio mérito (“eu sou o bomâ€; “eu sou o caraâ€; “eu façoâ€; “eu aconteçoâ€). O sucesso passa a ser “dele†e não da equipe. Aliás, o arrogante sente um certo desprezo pelo conceito de “timeâ€. Afinal, o seu sucesso diz que são os outros é que devem aprender com ele (e não o inverso).
Resultados?
Vaidades fortalecidas e egos superinflados. Claro, “ele†está com tudo. Os elogios (e os falsos tapinhas nas costas) somente confirmam o que já sabe: ele é muito poderoso. Na verdade, ele é um dos melhores jogadores senão o melhor deste jogo. Então, por que ganhar igual aos demais? Não, ele “merece†ganhar mais, ter mais, conquistar mais, sentar na melhor cadeira, ter mais espaço e regalias, participar das reuniões mais importantes e por aà vai.
A consequência de tudo isso? Cegueira.
Sim, pode parecer contraditório. Mas o “excesso†de confiança nos deixa arrogante e cego. A lama toma conta de nossos olhos. Deixamos de prestar atenção aos detalhes. Desprezamos nossa intuição. Não ouvimos nosso coração. Deixamos de lado os pequenos sinais que nos indicam “atençãoâ€. Brigamos contra os fatos, porque o que realmente importa é nossa opinião. Para piorar a situação, perdemos o dom da humildade. Com isso, deixamos de aprender. E assim, tropeçamos. CaÃmos. Fracassamos. O próximo passo? Muitas vezes, um bom chute na traseira.
Tudo isso pode parecer deprimente, mas é real. Acontece todos os dias.
Contudo, não há atoleiro que não possa haver resgate.
Isso mesmo, existe uma luz no final do túnel: a linha (fina) que separa os gestores EXCELENTES daqueles (mais ou menos) bem-sucedidos não está na quantidade e nem na altura dos tombos, mas na sua capacidade de reerguer.
Portanto, há esperança e mesmo ainda “grogue†pelo último golpe, você pode se recuperar e voltar ainda mais forte.
Prezado leitor e (provável) companheiro de tombos, não somos prisioneiros eternos de nossas derrotas. Não estamos condenados à cadeira elétrica pelos nossos erros. Não estamos sentenciados a viver o resto de nossos dias dentro de um cubÃculo cercado pelas nossas dificuldades. Tão pouco, não somos obrigados a viver eternamente numa solitária carregando toda a culpa (do mundo).
O que nos liberta? Simples: nossas escolhas.
Então, por que não escolher recomeçar? Por que não escolher reconstruir? Por que não escolher repensar? Por que não escolher reconsiderar? Enfim, por que não escolher se desculpar?
Eu já escolhi. Começarei a agir.
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Aceita o desafio? Aguardo, como sempre, seus comentários.